E-book ou Livro Impresso?

Para quem tem o amor pela leitura, certamente almeja e planeja uma estante gloriosa para colocar seus livros. Certamente namora as capas, a quantidade de páginas, o cheiro do papel. O momento de ir para uma livraria e adquirir um novo exemplar é praticamente um ritual de caça. Há muitas escolhas, diversas tentações, e uma análise longa e prazerosa em busca da decisão certa. Flertamos, rondamos, pegamos na mão, devolvemos a prateleira, pegamos novamente, aproximamos o nariz disfarçadamente para dar aquela “cafungada” e imaginamos como o objeto do desejo ficará na nossa coleção.

E se num futuro não tão distante fossemos privados de tudo isso?

Essa semana ouvi num podcast  o assunto ser debatido, e voltei a pensar na onda dos E-books novamente. Costumeiramente evito divagar naquilo que me aborrece, mas me deu vontade de canalizar essa frustração trazendo o assunto aqui pra GdVnus.

Tablets, iphones, Kindles. Esses portáteis estão fervilhando ultimamente na nossa sociedade capitalista e com eles as inovações tecnológicas nas várias mídias. Os livros também não escaparam de serem adaptados à eles. Comprar um arquivo em Pdf, baixa-lo no seu portátil, vê-lo em qualquer lugar, e com isso poder ter uma biblioteca na palma da mão. Praticidade, esse é um dos chamarizes para obter um E-book. Na maioria dos países, que não incluí o Brasil, o preço também diminui, já que não tem o custo do impresso.

Antes que pensem que sou uma tecnofóbica pregando o retrocesso, não é nada disso!

Os E-books funcionam muito bem para obras de domínio público, de cunho técnico, e criam oportunidades para novos escritores “experimentais”, como exemplo a Bookess. Mas até onde, em que ponto, o livro impresso deixará de ser vendido porque as pessoas estão migrando para os digitais?

Isso inevitavelmente me faz lembrar do passado, onde o LP saiu de cena e o CD entrou rapidamente. Eu era muito nova naquela época e fiquei um tempo sem entender a resistência de algumas pessoas que tomaram aquele “discão” com saudosismo, preservando suas vitrolas e fazendo deles peças raras.

Então a ficha caiu! Me sinto assim com os livros…

Não consigo conceber uma sociedade onde eles não existam mais. Onde, toda a graça, cheiro, elegância e orgulho, ficará presa em alguns Kbs. E será mesmo que, daqui dez ou quinze anos, comprar um livro impresso será algo incomum, de nicho, e difícil de acesso?

Existe algo que me deixa esperançosa.

Pegamos novamente como exemplo a indústria da música, que está para nos provar sobre o fim das mídias físicas…ou não é bem assim? Acontece que nos anos 2000 os CDs foram abortados do mercado pelos arquivos Mp3 e downloads sem licença, não havendo chance de renascimento para estes. Entrementes, se pararmos para refletir, e esse questionamento só vai ter efeito se você tem pelo menos uns vinte anos, o que fez realmente com que o CD fosse derrubado, não entrando nem no gosto dos colecionadores nostálgicos?  Eu cito algumas coisas. Recordo os preços abusivos (álbuns internacionais podendo chegar a até R$80,00), disco descartável, que parava de funcionar ou não funcionava corretamente com mínimos arranhões (impossíveis de evitar) e até corrosões espontâneas, além das caixinhas frágeis que quebravam nos “dentes” e nas dobradiças. Entre outros motivos que não param por aí…

Os livros não são assim.

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Não canso de me admirar com a criatividade de diversas editoras brasileiras nas edições nacionais de obras estrangeiras, superando-as até, em beleza e estilo. A desculpa de que mais papel significa menos árvores é balela, não é a indústria literária – míngua e seleta – a responsável por toneladas de celulose desperdiçadas no mundo.

E sinceramente, acredito que quem gosta de ler, na grande maioria, adora livros. Da mesma forma como não é todo mundo que sente disposição para ficar olhando uma tela por horas. Tudo isso sem falar no principal, que no Brasil os preços não são um desfavorecimento, já que insistem em venderem pelo mesmo preço de impressos.

E você, prefere um arquivo em Pdf  à textura de um maravilhoso livro?

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3 comentários sobre “E-book ou Livro Impresso?

  1. Neuzimar disse:

    Totalmente favorável à evolução que a tecnologia traz, mas nada supera o cheiro de um livro novo, da verificação do número de páginas (quanto mais, melhor), da textura do papel, de passar a mão pela capa … Tomara que as duas possibilidades possam conviver por bastante tempo. Bjs.

  2. LuFer disse:

    Concordo totalmente com a Neuzimar ai. Nada se compara a sensação de ter um livro em suas mãos, o cheiro das folhas, capa, rodapé, tudo. Saudades das minhas leituras. Estão me fazendo ter vontade de voltar a ler, mesmo com meu tempo escasso.

  3. Eu não consigo ter o mesmo nível de concentração lendo um e-book, quanto a um livro impresso. Talvez seja minha visão, mas o fato é que raramente conseguo seguir lendo um livro digital, com raras exceções. E também o fato é que nenhum e-book é capaz de chamar seu leitor para a leitura como um livro impresso. O e-book é silenciado quando seus aparelhos estão em off, o que jamais acontece com um livro impresso. Ele pode estar em seu lugar na estante, ou jogado sobre uma mesa, ou outro lugar, só basta você passar por ele, e consequentemente é chamado para leitura. srsrs

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