05 livros que não consegui ler

É engraçado como hoje em dia conseguimos contabilizar praticamente tudo ao nosso redor. Fazer uma lista do que você gosta, desgosta, tem interesse ou não está se tornando uma constante cada vez mais constante (dúbio isso) e eu não poderia deixar de estar na lista, embora ainda ache um pouco injusto essa coisa de contabilização.

Diante de tantas listas, farei uma realmente interessante, ao menos para mim, e que me faz ficar um pouco deprimida porque é algo que realmente não gosto que faça parte da minha vida.

Minha lista será sobre os livros que não consegui terminar de ler.

A Menina que Roubava Livros

Publicado em: 2012

Autor: Markus Zusak

Editora: Intrínseca

“Quando a morte conta uma história, você deve parar para ler.”

Sim, eu parei para ler, mas pode parecer estranho que num mundo onde 90% das pessoas já leram este exemplar, eu, uma pobre mortal desafortunada não tenha conseguido avançar da página 70. A verdade é que ouvi falar tão bem do livro que me empolguei, comprei e o tenho em casa. Comecei a leitura como uma sedenta diante de dias de sede no Saara, e a verdade é que detestei.

Não minto que a ideia de ter a morte me contando uma história é, no mínimo, intrigante, para não dizer estranho, e eu gostei desta iniciativa, mas para mim, que fique claro que é minha opinião, eu não gostei mesmo. Achei super cansativo, maçante e moroso, e juro que não entendi o que as pessoas falavam que havia de tão bom nele.

Isso mesmo, não entendia, porque agora eu sei.

Exato. Eu fui ver o filme e, realmente, adorei. E simplesmente pelo fato de ter visto o filme, eu o darei uma segunda oportunidade, tão logo minha cunhada o devolva, já que emprestei, e, desta forma, o lerei com outros olhos, mesmo sabendo do final, mas provavelmente, tendo em mente que não valerá a pena abandoná-lo novamente.

A Saga Crepúsculo

Publicado em: 2005

AutorStephenie Meyer

Editora: Intrínseca

“Eu não tenho mais forças para ficar longe de você.”

Que me perdoem os fãs da saga, mas não aguentei mesmo e por mim, vou ficar longe ainda por muito tempo. Pra mim, Crepúsculo foi insuportável porque esse, nem mesmo do primeiro capítulo eu consegui passar e antes que falem o que for, eu nem sequer li os outros porque não passei do primeiro. E antes que me venham atirar pedras, entendam meus motivos.

Eu já havia assistido ao filme depois de abandonar a leitura pela primeira vez. Sim, eu dei a mesma oportunidade que com A Menina que roubava Livros, mas sabem o que me aconteceu durante o filme? Eu dormi.

Exatamente. Pura e simplesmente, eu cai no sono.

Acho que não estou preparada para este tipo de leitura, não sei, não consigo me identificar com as personagens descritas, não consigo me integrar com os núcleos e muito mesmo aceitar algumas coisas loucas que foram impostas na saga pela autora.

Não consigo entender de onde a (autora) conseguiu tirar tanta loucura e colocar em um único livro. Vampiros que não torram a luz do sol e sim brilham, ou que simplesmente conseguem nutrir amor (já que originalmente seres vampirescos são mortos e não possuem sentimentos), e o mais interessante, fazer um ser morto, sem vida, sem vitalidade no sentido vital, engravidar um ser vivo. Contraditório, não?

Sim, me desculpem os fãs novamente, mas eu realmente não consigo entender um lobisomem sem pelos. Um ser que mantem a sua consciência quando se transforma em um monstro, porque o original dos lobisomens é assim, um ser brutal cujos únicos intuitos são matar, matar e matar.

Eu tentei. Juro que tentei. Vi dois ou três filmes da saga e tentei ler novamente no ao passado. E eles estão novamente em minha meta de leitura deste ano porque eu realmente detesto abandonar uma leitura e por ser muito otimista e acreditar que desta vez eu irei conseguir. 

Madame Bovary

Publicado em: 1857

Autor: Gustave Flaubert

Editora: Várias edições

“Porque eu nunca tive motivos para acreditar em nada que dure para sempre.”

Um clássico dos anos 1857, sem dúvida, muito aclamado ainda hoje, séculos depois, algo que, precisamente, dura para sempre. Uma escrita magistral, uma história maravilhosa, o enredo é perfeito, mas, assim como A Menina que Roubava Livros, cansativo e moroso. O livro é pequeno, mas parece que não acaba nunca. Pelo menos esta foi à sensação que eu tive.

Sempre quis lê-lo por sua fama, por suas críticas sempre tão positivas e por toda ascensão que ele tem, mesmo depois de anos de sua primeira publicação, mas não sei se sou realmente muito chata ou tenho dificuldades em me concentrar porque sofri do mal do sono enquanto tentava avançar nele.

Sem contar que a falta de diálogos é frustrante. É tudo muito descritivo, o que seria muito bom caso não fosse tão exagerado e, mesmo que eu o tenha aqui em casa, é um dos pouquíssimos livros que tenho vontade de me desfazer (ainda não o fiz porque sou extremamente egoísta com meus livros).

Juro que não posso falar muito sobre ele porque realmente não li, mas quem sabe um dia, talvez, eu tenha vontade de tentar novamente, porque nem mesmo o desejo de folheá-lo eu tenho.

Triste! 

Laranja Mecânica

Publicado em: 1962

Autor: Anthony Burgess

Editora: Aleph

“Se te deixares levar pelo desespero, não terás forças nos momentos de angústia”

Este sim pode ser que crie alguma contenda em relação a minha vida, mas antes que eu seja ameaçada de morte, entendam que eu não desisti de ler esta obra por ser ele chato, mal escrito, moroso ou entediante, e que a angústia que tenho por não tê-lo concluído, ainda, não me desespera.

Eu o abandonei pura e simplesmente porque não consegui uma edição impressa e tentei ler no meu celular. Até ai, tudo normal, afinal, já li mais de 50 obras no aparelho, mas meu leitor epub não aceita acentos e sinais de pontuação fora vírgula e ponto, então, para um livro repleto de gírias e palavras estranhas criadas exclusivamente para o livro, fica meio impossível de compreender, e por este simples motivo, eu parei.

Exatamente. Parei. Não desisti. Estou aguardando pacientemente o fim da reforma da única biblioteca aqui em João Pessoa que permite que os leitores levem os livros para casa terminar, e assim, correrei o mais depressa possível em busca de um exemplar que me possam emprestar, até porque eu não o encontrei disponível nas livrarias daqui também.

É isso ai, meu querido (personagem principal), eu voltarei para você. 

Série 50 Tons de Cinza

Publicado em: 2006

Autor: E. L. James

Editora: Intrínseca

“Eu estou chorando por algo que nunca tive. Que ridículo.”

Ridículo mesmo é achar que eu conseguiria ler esse livro sem me revoltar porque  este é mais um que entrou para a série do eu não me conformo.

Como todos os livros citados acima, eu tentei, juro que tentei, até mesmo para o podcast que fizemos sobre ele, eu tentei. Juro.

É conflitante para mim me concentrar em uma história que considero sem fundamento, sem sentido e completamente louca.

Talvez o fato de ter um senso feminista muito aguçado, não dizendo que as leitoras da obra não sejam, mas eu não consigo aceitar uma personagem idiota como é descrita a (personagem principal). Certo que somos desastradas, que temos problemas, mas como tudo isso pode se resolver com um contrato de sexo? Alguém me explica?

Gente do céu, não consigo nem mesmo cogitar a ideia de, um dia em minha vida, me submeter a algo do tipo, a deixar que façam o que quiserem com meu corpo e mesmo assim gostar. É meio forte demais pra minha pobre cabecinha idealizadora.

Não tenho absolutamente nada contra quem curte, deixando isto muito claro aqui, mas dos não lidos citados aqui, acho que é o que mais me revolta.

Primeiro, eu não curto o tema “pornô para mamães”. Acho este tipo de terminologia um pouco frustrante, mesmo que cada um tenha a liberdade para ler, ver e falar o que bem entender.

Segundo, eu não sou fã de sadomasoquismo, a não ser que seja consensual. Como já falei aqui, eu não consegui ler até o fim, mas pelo que sei, a tal Anastasia Steele, até então virgem e desastrada, assina um contrato se submetendo a fazer tudo o que o senhor Christian Grey bem quiser.

É estranho porque eu não consigo entender o que faz uma pessoa se submeter a ser escravo, independente de qual tipo, de outro alguém. A sensação que tenho é que a Anastasia já estava tão frustrada e sem esperanças de ser amada por alguém, o que mostra mais uma vez essa mulher fragilizada dependente de amor pra sobreviver que detesto, mesmo ela tendo apenas 21 anos.

Terceiro, o livro passa a ideia que para que uma mulher seja realmente feliz, precisa de um homem na vida dela e isto é uma coisa totalmente retrógrada e sem sentido. Por que ela não poderia ser uma mulher independente, afinal, ela mora sozinha em uma cidade grande e faz faculdade, o que mostra que ela tem objetivos. E que problema tem ser virgem? Acaso é uma doença infecto contagiosa que precise de cura imediata para que ela não sucumba até a morte?

Não gosto dessa humilhação feminina, por mais que defendam que existe amor e cumplicidade. Pra mim é humilhação, inferiorizarão e dependência. Um mulher não precisa de sexo pra ser feliz, embora acredite que faça parte da individualidade de cada um, mas mostrar esta necessidade como vital é exagerada e equivocada.

E eu me abstenho de continuar antes que faça um mega post só sobre isto. Para saber mais sobre a opinião da Genialidades de Vênus ouça nosso podcast As Primeiras Trinta Páginas – 50 Tons de Cinza

E pra finalizar, nem eram 05 livros, e sim 10, se for contar com as sagas específicas. Certamente há mais livros que eu abandonei ou parei de ler e no momento não me recordo, embora o fato de não recordar me dá quase certeza absoluta que são apenas estes, mas tentarei novamente, e novamente, até não mais ter forças porque eu sou persistente, insistente e dura na queda, principalmente no que se diz respeito a leitura.

E você, concorda comigo? Quais livros estariam na sua lista, e por que. Ou então, acha que fui muito severa com algum deles? Deixe sua opinião, vamos debater.

Beijos, e até a próxima.

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7 comentários sobre “05 livros que não consegui ler

  1. Com toda certeza 50 tons está em minha lista de livros que não consegui ler. Existe um, que parece ser filho do 50 tons, só que voltado ao publico jovem, que é ‘Belo Desastre’ comecei a ler esse livro e parei, quero relê-lo, porque necessito fazer uma resenha sobre ele. Nunca consegui terminar de ler Memorial de Maria Moura, mas não por não gostar do livro, eu o emprestei e nunca me devolveram, eu tinha parado minha leitura porque achei mesmo que a pessoa a quem emprestei queria ler o livro e depois não me devolveu. Acho que existe mais alguns na minha lista, mas nem quero lembrar deles. Ah, eu quero ler Madame Bovary, só não sei quando o lerei, mas é um dos que já esta em minha lista de leituras. Gostei muito do post 🙂

    Beijoos!

    • Andye disse:

      Oi Lana, eu já ouvi falar de Belo Desastre, mas nunca tive real interesse nele, mas vou esperar sua resenha, quem sabe eu mudo de opinião. 🙂
      Também nunca li Memorial de Maria Moura, não sei porquê, apenas não li e bem entendo como é emprestar um livro e não tê-lo de volta. A sensação de que perdemos algo importante, mesmo que não seja nosso preferido.
      Se quiser, te mando Madame Bovary – mas com retorno -, quem sabe você curte e faz um bom proveito dele?
      Beijocas e obrigada pelo comentário 😀

  2. Tati disse:

    Pra falar a verdade, eu nem tive vontade de ler ’50 Tons de Cinza”, achei a ideia um tanto quanto forçada e nem me animei… Quanto a crepúsculo, aguentei firmemente os dois primeiro livros, arrastei o terceiro e larguei o quarto sem nem chegar na metade… As ideia de Meyer me deixaram fula da vida, ela esculhambou com o clã dos vampiros, seres que eu particularmente adoro por sua complexidade e tudo mais.
    A “Menina que Roubava Livros” me cativou em certa parte da história que no início se arrastava pelos meus olhos, no fim das contas, adorei ler!

    Um livro que não consegui ler foi “O Código DaVinci”. Vi o filme, tentei ler o livro e simplesmente não curti. Nem pego mais os livro do Dan Brown pra ler, a forma de escrever dele não me agrada mesmo…
    No momento quero acabar de ler a trilogia de “Divergente”, achei a história cativante e foi impossível pra mim largar os dois primeiros livros!

    Achei o post muito interessante! ;***

    • Andye disse:

      Poxa Tati, imagino como deve ter sido angustiante para você aguentar por vontade de não abandonar um livro, também fiquei frustrada com a alteração do que pra mim é o mais legal. Eu detesto abandonar livros, mas tem uma hora que eu realmente não aguento porque é irritante ler algo que não te estimula. Sobre A Menina que Roubava Livros, ainda voltarei depois que vi o filme.
      Não gosto de O Código da Vinci, vi o filme e detestei, logo não me interessei pela leitura e tenho Divergente em minha meta.
      Enfim, obrigada por seu comentário e fique sempre à vontade!! :v

  3. gabriela disse:

    A menina que roubava livros… nunca tive vontade! A saga crepúsculo… Sou apaixonada, amei as loucuras da Steph que não seguiu o regramento imposto por outros escritores. Um vampiro que nunca quis estar naquela condição e que pensa que se Deus realmente existe ele deve fazer algo de bom para que no momento do juízo final as suas atitudes sejam levadas em conta e não apenas o que ele é. A mídia passou a imagem errônea de que os quileutes são lobisomens, eles são transfiguradores que se transformam em lobos quando há uma clã de vampiros por perto. Madame Bovary… não passei da décima página. Laranja mecãnica… nunca ouvi falar kkk…. E cinquenta tons, pelo amor de Deus, li duas laudas pela internet e gargalhei… achei pior que fanfic (não que fanfic seja uma coisa ruim, mas bem amadora)
    Lana tira o olho do meu Travis Maddox (belo desastre) kkkkk Mas é uma leitura bem bobinha e adolescente também… Mas eu gosto dessas leituras, me distraem e eu não preciso de concentração para ler, flui livremente a leitura e me acalma… Adoro.
    Livro que não consegui ler: Saga Os imortais. Li lua azul com muito esforço e não li mais nada… Meu livro preferido: Romeo e Julieta – Shakespeare.

    • Andye disse:

      Nossa Gabriela, você realmente defendeu sua visão sobre Crepúsculo. É um livro que não me prendeu mesmo, mas não costumo julgar ninguém como não curto ser julgada. Acredito que livros são particulares e as histórias nos cativam, ou não, de um jeito diferente.
      E eu que nunca ouvi falar da Saga Os Imortais, mas agora que você mencionou, vou dar uma conferida e ver se encontro a fim de tentar ler.

      Muito obrigada por sua visita e por seu comentário. 😉

  4. LuFer disse:

    Poxa, parece que o desgosto sobre crepusculo é geral porque todo mundo que conheço fala que não gostou e eu detesto também. Também não consegui ler a menina que roubava livros, mas depois que vi o filme também me interessei. Só está faltando o tempo mesmo.

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