A culpa é – realmente – das estrelas?

Título: A Culpa é das Estrelas

Autora do livro: John Green

Tradução: Renata Pettengill

Editora: Intrínseca

Ano: 2012

Nº de páginas: 288

Nota: 3/5

Então, é isto. Depois de meses e meses a fio ouvindo e ouvindo a respeito do tão famoso livro escrito pelo igualmente famoso John Green, não conhecia ambos, resolvi lê-lo pelo simples prazer de saber mais a fundo do que se trata e ter algum conhecimento de causa para falar a respeito. Mas do que o livro fala?

Basicamente, toda a trama se dá entre Hazel Grace e Augustus Waters, ambos adolescentes que foram massacrados pela vida e por uma doença que acomete grande parte de nossa população atualmente: o câncer.

No geral,  a história é a de sempre: a garota sonsa, metida a intelectual e sem muitos amigos que encontra o bonitão dos bonitões, o qual se apaixona perdidamente por ela a fim de abrir mão de seus próprios sonhos e ideais, algo que achei extremamente precipitado, por amor, mas o livro cumpre muito bem o que ele promete: uma história de amor super melosa, um objetivo a ser alcançado e muitas, muitas e muitas lágrimas. Sim, eu chorei, eu confesso. 

Confesso que a leitura foi muito rápida e simples pra mim, porque o John foi muito tranquilo na escrita deste título, não conheço outros, o que faz com que o mesmo seja ainda mais febril do que poderíamos imaginar: leitura simples + uma história de amor condenada + drama = muitas vendas.

Hazel Grace é uma garota de 16 anos que vive á beira da morte, isso todos sabemos então não considero spoiler, na verdade, nada sobre este livro é spoiler porque antes mesmo de ler eu já sabia tudo o que iria acontecer, mas termina o livro e ela não se vai, e isto acontece com o seu namoradinho, o Gus, o que me fez chorar rios e rios de lágrimas que eu nem sei de onde vieram, mas foi o que aconteceu. Foi dramático.

Drama é algo que está estampado em cada uma das páginas desse livro, mas vou me abster de maiores detalhes pelos desafortunados que, talvez, ainda não tenham tido a oportunidade de lê-lo.

Minha opinião é que o livro em si é até legal, mas ficou meio sem graça e repetitivo em alguns momentos. Senti falta da finalização de todos os personagens que não Hazel e Augustus, como por exemplo o Isaac que eu adorei e não sei como terminou além de sua doença.

Sei que devo estar criando muitos inimigos ao me referir desta forma, mas vamos ser realistas que este não é o melhor livro do século, muito menos um best-seller como a maioria costuma dizer. Já li muito melhores que me fizeram chorar pelo teor da história, pela comoção, e não pelo dramalhão imposto em cada virada de página.

Muito drama, eu sei, mas não posso fechar os olhos para algo relativamente bom, dependendo-se do ponto de vista que se olha. Livros de fácil leitura como este, com uma história simples e sem muitas elaborações são precursoras de leitores.

Embora não defenda tais títulos com unhas e dentes e ainda seja a favor da diversificação de conhecimento para que estes leitores em potencial saiam de sua zona de conforto e procurem obras realmente capazes de criar um verdadeiro gosto literário, admito que estes são o incentivo que, talvez, faltasse. Vejo jovens leitores que defendem seus autores com unhas, dentes e garras, e isto me alegra porque estão sendo criadas pessoas com capacidade de argumentar. Nem todas, é claro.

Espero agora pelo lançamento do filme, porque não aguento mais as meninas do meu face tendo um ataque a cada nova foto postada ou coisas do tipo. Farei o possível para ver e ter embasamento para poder fazer minhas próximas críticas, sejam elas positivas ou não e, para quem ainda não viu, mesmo achando que não exista ninguém nesta situação, deixo o trailer do filme com previsão de lançamento em Julho. Também detestei a escolha dos atores que darão vida aos personagens principais da história – prevejo que serei morta.

http://www.youtube.com/watch?v=lFOOZJ1UChg

PS: Eu não chorei vendo o trailer, okay?

Referencial de notas:

1- Não gostei; 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5-  Adorei.

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3 comentários sobre “A culpa é – realmente – das estrelas?

  1. gabriela disse:

    Não pactuo totalmente da mesma opinião. Não achei a Hazel sonsa e nem o Gus o bonitão dos bonitões! Ele é deficiente físico e anda mancando, não é o tipo de cara que te atrai de primeira, tipo, “own… ele tem uma prótese e por isso anda meio “torto”, putz apaixonei ” ¬¬’ Mas confesso que gostaria de saber mais um pouco sobre o que aconteceu com os outros personagens! Quando terminei de ler me senti a própria Hazel em relação a “Uma aflição imperial”.
    O livro realmente não é nenhum best-seller, mas traz consigo uma linda história de perseverança e superação. É uma pena que a maioria das pessoas o reduziram a Hazel&Gus (apesar do casal ser super fofo). Minha mãe com 59 anos o leu e ao terminar me disse: ” Pois é filha, quem tem dinheiro tem tudo. O Gus tem prótese na perna a Hazel tem home care… Com dinheiro até o câncer é fácil de ser superado, queria ver se eles dependessem do SUS!” Eu fiquei a encarando perplexa, porque aquele pensamento não me acometeu durante a leitura! O livro traz muitas coisas boas, mas infelizmente depende de quem o lê!

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