Resenha: O Duque e Eu, de Julia Quinn

O_DUQUE_E_EU_1364482176PTítulo: O Duque e Eu

Autora do livro: Julia Quinn

Tradutor: Cássia Zanon

Editora: Arqueiro

Nº de páginas: 288

Nota: 4/5

Depois de ouvir criticas muito positivas sobre este livro decidi, enfim, lê-lo. Ele foi publicado inicialmente como ‘romance de banca’ e recentemente teve sua nova edição (a da imagem) lançada pela editora Arqueiro, o que agradou a muitos leitores da versão anterior.

O Duque e Eu é o primeiro volume da coleção Família Bridgerton e conta a história de amor entre Simon Basset, o duque de Hastings, e Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo.

Enquanto Simon teve uma infância difícil devido a problemas na fala e consequentemente, um péssimo relacionamento com o pai, Daphne cresceu em uma família grande e repleta de carinho, porém apesar destas diferenças ambos tem em comum o desejo de se livrar de certas situações incomodas.

Simom quer fugir das mães de jovens solteiras que o veem como o pretendente ideal (principalmente graças a seu titulo de nobreza) e o bombardeiam com seus ataques, enquanto Daphne espera fugir do assedio da própria mãe que se preocupa que ela fique solteira.

Assim sendo, depois de seu primeiro encontro, os dois se veem como aliados num plano onde o duque deverá fingir corteja-la em prol de se ver livre dos ataques casadouros e de atrair a atenção de outros homens para jovem – que é normalmente vista como a ‘amiga’ por eles.

Clichê? Demais. E este é talvez o ponto mais fraco da história. Tanto o inicio, como a maioria dos acontecimentos não surpreende ou empolga em excesso. Quando o casal se encontra você sabe o que virá a seguir sem necessidade de virar a próxima página.

A história corre num crescente de sentimentos entre ambos, como esperado do gênero e apesar de eles fingirem o relacionamento, fica claro que tudo vai além do plano inicial e que de um modo ou de outro eles ficarão juntos.

É ai que a narrativa de Julia salva a história. A construção dos personagens é até que bem feita. Diferente de muitos autores que dão características a seus personagens, mas as ignoram durante o discorrer dos acontecimentos, os personagens por ela criados se mantem com suas personalidades do princípio ao fim.

Daphne faz o gênero garota esperta e divertida, com opinião definida do que quer, o que inclui casar e construir uma família como a sua. Simom, corre pro lado oposto, sendo totalmente avesso a ideia de um compromisso (clichê, como eu havia dito).

Por fim, revelo o que fez com que eu desse quatro e não apenas três para este romance: os diálogos. Os diálogos criados por Quinn são muito bem elaborados, seja os entre Julia e Simom, cheios de sentimentos semi-ocultos, com pitadas de ironia, no inicio e de debates e insinuações mais para a frente, ou entre eles e os outros personagens.

Os diálogos foram capazes de me atrair e me manter na leitura de um modo que se não existissem eu jamais teria feito, principalmente considerando que este é um gênero em que poucos títulos me conquistaram até hoje.

Assumo que planejo ler os próximos livros da série por este motivo e, também, pela expectativa de uma história um pouco mais surpreendente, o que eu creio, depois de ler este livro, Julia Quinn deve ser capaz produzir.

Espero que tenham gostado e que aguardem, pois em breve pretendo trazer as resenhas dos próximos volumes. Por hoje é só! Beijos!

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