Clichê, Ser ou não ser?

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Clichê, Ser ou não ser?

 

 

Não gosto muito de clichês. Na verdade, eu estou tão acostumada com os clichês, tenho bastante intimidade com eles, que isso me torna uma especialista, talvez. Alguns clichês servem para nos encantar. Mostrar um mundo em que as coisas são exatamente da forma que queremos, como o clímax de um filme, nos passa a imagem de que no fim, tudo vai dar certo. Outros, se não deixados no básico clichê, nos deixa extremamente irritados. A verdade é que o que seriamos de nós sem alguns clichês?

Gosto de ler livros surpreendentes. Gosto de ver filmes que me deixem de boca aberta, que me façam pensar. Mas eu leio muitos clichês, na maioria das vezes me irrito com facilidade que existe na vida de algumas personagens. Nossa vida não é assim, não existem príncipes encantados, todos têm que lutar pelo que querem e oportunidades não caem do céu diretamente em nossas mãos. Escrever sobre coisas assim torna um texto que poderia ser bom, em algo repetitivo.

Lemos clichês, assistimos clichês, já sabendo o que vai acontecer. Esperamos ansiosamente por algo que já vimos antes. Filmes e livros que tem a mesma temática, o mesmo enredo, que não tem diferença alguma. Se você perguntar “E isso agrada a alguém?”, eu serei sincera, agrada a maioria. As pessoas se ofendem muitas vezes quando algo não acaba do jeito que elas já sabem que vão acabar. Do que adianta você comprar um livro e descobrir que já o leu diversas vezes?

Não estou dizendo que os livros não podem ter finais felizes, ou que histórias não possam ter seu lado “conto de fadas” de ser. Mas a originalidade dos autores está se perdendo. Muitos autores querem apenas vender seus livros, sem se importar com a história que estão escrevendo, que tipo de escritor é esse, que escreve para vender? É um dos nossos grandes problemas, queremos o que está na moda, ler não é mais questão de apreciar um livro. É questão de mostrar ao mundo que você leu aquilo, mesmo que, no fundo, não tenha entendido nada.

Gosto de ver a repercussão de alguns livros gosto de ver que os jovens estão lendo e que estão discutindo o que estão lendo.  E nesse momento, eu não me importo que seja clichê, que o autor tenha feito o livro apenas para ser vendido. Me importo com o fato de que pessoas estão mesmo lendo, é isso que queremos, sendo ou não clichê. Os clichês pesam, é a verdade, mas mesmo não gostando deles e achando que as histórias estão repetitivas e cansativas demais, gosto de ver pessoas incentivando, escrevendo, criando. Gosto mesmo.

E sobre essa questão de ser ou não um clichê, eu espero que as pessoas descubram mais obras, que saiam do básico, saiam do fácil e do que se torna moda. Quero que se aprofundem em leituras, que leiam, que se divirtam lendo e que tenham mais opinião, porque ler é descobrir, é ver um outro mundo através de um livro, é ter sua própria voz.

Seja você, seja menos clichê. Isso vale para os leitores e vale também para os autores. Que todos juntos consigamos construir um mundo melhor, onde os livros sejam a parte essencial. Onde os clichês tornem–se meras lembranças e que nossa criatividade e originalidade aflore.

 

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