Especial: Trilogia ‘E no sétimo dia…’

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Apesar de o escritor Paulo Coelho ser, reconhecidamente, autor de obras ‘individuais’, ele não se limita ao afirmar que suas obras ‘Na margem do rio Piedra eu sentei e chorei’ (1994), ‘Veronika decide morrer’ (1998) e ‘O demônio e a Srta. Prym’ (2000) pertencem a uma triade, que ele mesmo intitula ‘E no sétimo dia…’.

O que une as três narrativas em específico é o periodo de tempo em que o autor desenvolve as histórias: sete dias. Há também o fato de que em cada obra, uma pessoa comum (as mocinhas) tem suas vidas mudadas ao serem confrontadas, respectivamente a ordem em que as obras são citadas acima, pelo amor, a morte e o poder.

Sempre acreditei que as profundas transformações ocorrem em períodos de tempo muito reduzidos. Quando menos esperamos, a vida coloca diante de nós um desafio para testar a nossa coragem e nossa vontade de mudança.

O desafio não espera. A vida não olha para trás. Uma semana é tempo mais que suficiente para sabermos decidir se aceitamos ou não nosso destino.

– Paulo Coelho.

Confrontando o amor: Na margem do rio Piedra sentei e chorei.

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A jornada de um jovem mulher que decide largar sua vida adestrada para mergulhar numa jornada espiritual em busca de si mesma e de uma vida mais feliz.

Pilar, a personagem principal deste livro é um exemplo do caso clássico de pessoas que guiadas pelo medo e pela ilusão de segurança, planejam suas vidas de modo a não ter surpresas.

Porém é levada a sair de seu marasmo ao ser convidada para assistir a uma palestra onde um antigo companheiro de infância e adolescência lhe apresenta a face feminina de Deus e a leva a um novo convite, acompanha-lo em uma curta viagem onde ele pretende lhe revelar algo que pode mudar a vida de ambos.

Um caminho de ensinamentos que mostram como a escolha por um sim ou um não  pode ser importante para definir o resto de nossas vidas.

Confrontando a morte: Veronika decide morrer

10329301_568176779965508_8090365147487609104_n - Cópia (2)A loucura é a incapacidade de comunicar-se. Entre a loucura e a normalidade, que no fundo são a mesma coisa, existe um estado intermediário: chama-se ser diferente. E as pessoas estavam cada vez com mais medo de ser diferentes.

Veronika nunca teve grandes alegrias na vida, nem grandes tristeza. Levada por esta conclusão e pela crença de sua vida seguirá do mesmo modo ela decide retirar a própria vida.

Após sua tentativa falhar ela se vê presa em um sanatório e com o peso de um diagnóstico de problemas no coração que a levarão em poucos dias ao que ela planejara antes, sua morte.

Agora ela se pega lidando com as diferentes pessoas do local onde esta internada e conhecendo suas histórias, aprendendo com suas experiencias, enquanto vê sua vida rumar para o seu fim.

 […] Escrevi Veronika decide morrer na terceira pessoa, usando meu ego feminino, porque sabia que a minha experiência de internação não era o que interessava, mas sim os riscos de ser diferente, e o horror de ser igual.

– Paulo Coelho

Confrontando o poder: O demônio e a srta. Prym

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São apenas sete dias, decisivos para que anjos e demônios lutem por aliados. Nesta longa e única semana, cada personagem fará seu pacto – Bem ou Mal?

E se fosse escolhida para transmitir uma mensagem que poderia revelar a verdade sobre quem é você e todos aqueles que conhecem, mais que isso, pudesse destruí-los?

Esse é o dilema de Chantal Prym ao ser abordada por um estranho que busca através de uma louca experiencia desvendar a verdadeira natureza dos seres humanos e com isso obter as respostas que  podem acalmar seu coração e/ou faze-lo definitivamente entregar sua alma ao demônio que o acompanha.

O Demônio e a Srta. Prym é um texto emocionante em que a integridade do ser humano será terrivelmente testada.

BÔNUS: Veronika decide morrer, o filme.

Além da trilogia literária, em 2009 o livro ‘Veronika decide morrer’ ganhou uma adaptação cinematográfica que – como geralmente acontece – não consegue exprimir a mensagem de Paulo Coelho de forma tão fiel, mas não deixa de ser uma boa dica, ou talvez, apresentação/introdução para os que ainda não leram.

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