Resenha: Veneno, de Sarah Pinborough

VENENO_1375991141PTítulo: Veneno

Autora do livro: Sarah Pinborough

Tradutor: Edmundo Barreiros

Editora: Única

Nº de páginas: 224

Nota: 4/5

Sarah Pinborough coloca os contos de fadas de ponta-cabeça e narra histórias surpreendentes que a Disney jamais ousaria contar. Com um realismo cínico e cenas fortes, o leitor será levado a questionar, finalmente, quem são os mocinhos e quem são os vilões dos livros de fantasia!

Uma das coisas que me chamou a atenção assim que vi este livro foi a beleza da capa. Com uma representação da própria Branca de Neve, a capa faz enorme referencia a seu conteúdo. Além disso, o material e o acabamento é de ótima qualidade, o que conta a favor da editora.

Veneno é o primeiro volume da trilogia encantadas, que tenta recontar os clássicos contos de fadas numa releitura adulta DE VERDADE. Diferente das versões desenvolvidas recentemente, esse livro trás a narrativa de modo a não se direcionar ao publico infanto juvenil (definitivamente crianças não captarão a mensagem plenamente e os pais, pressuponho eu, não irão permitir o acesso) e sim para o ‘young adult’ ou para adultos de um modo geral, apesar de focar no sexo feminino.

Cada volume foi escrito de modo a poder ser lido individualmente e fora da cronologia. Ou seja, um, não necessariamente, precisa do outro para ser compreendido e a ordem dos acontecimentos no tempo é iniciada no ultimo livro, sendo então seguida pelo primeiro e enfim o segundo. Assim o leitor tem o poder de escolha de por onde deseja começar e terminar. Os títulos dos capítulos que merecem destaque, como ‘Nada bom vem de uma velha bruxa’ (adorei esse).

Sobre a estoria, começamos com o clássico embate rainha má (aqui denominada Lilith) e Branca de Neve, mas durante a narrativa personagens e referencias a outros contos surgem pra complementar o enredo, alem dos clássicos personagens como os anões, o caçador e o príncipe.

Enquanto Lilith resplandece a beleza e um modo de agir frio, Branca de neve é calorosa e amigável, o que gera diferença de tratamento entre elas pelo povo do reino e consequentemente uma relação confusa e instável. Sarah se destaca aqui ao humanizar Lilith muito bem. Ela não se esquivou de justificar os atos vilanescos, o que sempre acho valido. Afinal porque a rainha faria o que faz a doce Branca?

Quando o rei então parte pra mais uma guerra e deixa Lilith no comando as coisas se intensificam. Quem se saIrÁ melhor? A gélida Lilith ou a calorosa Branca? Numa narrativa fluida, Veneno é um daqueles livros que se lê em uma sentada/dentada e que consegue fazer o que a maioria das adaptações dos contos de fadas promete e não cumpre, uma perspectiva adulta dos fatos.

Veneno é um livro tenro como uma maçã envenenada. Belo como os vilões costumam ser. Sarcástico como príncipes mimados. E sem finais felizes porque já estamos bastante crescidinhos! (E, ainda assim, é um dos finais mais chocantes da ficção atual!) Para fãs de séries de TV e histórias picantes e divertidas, Veneno é puro entretenimento! – Mariana Rolier

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