Transcendence: A Revolução – Resenha

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Ontem, o Dr. Will Caster era somente humano.

Vi o trailer desse filme quando fui assistir Malévola e fiquei totalmente tentada a ver por alguns detalhes: Primeiro, por ser um filme que trata de Ficção Científica, o que já me atrai rapidamente. Além do mais, a ideia de tecnologia avançada, de Inteligência Artificial tentando controlar humanos e revoluções são um prato cheio para mim. Por último, ver Johnny Depp para mim nunca é demais, além do perfeito Morgan Freeman.

Me preparei toda para a estreia (19/06/2014) e como não consegui ir antes de sair de cartaz, me sobrou ver online. Decidi que valeu a pena não ter gastado R$22,00 no ingresso porque, realmente, me decepcionei demais.

485257.jpg-c_320_213_x-f_jpg-q_x-xxyxxA história do filme conta a vida de Will Caster (Johnny Depp) e sua esposa, Evelyn (Rebecca Hall). São um casal voltado ao estudo de tecnologias e avanço da Inteligência Artificial que têm como objetivo o primeiro robô com inteligência e sentimentos totalmente humanos.

Durante o evento no qual ele e a esposa revelam seu progresso em relação aos seus estudos, ele é alvejado por um tiro vindo de uma organização que luta contra esta evolução científica. A bala continha uma substância radioativa tóxica e letal, e mesmo depois de removida de seu organismo, provoca a sua morte por insuficiência de seus órgãos vitais.

A esposa, inconformada com a perda do marido, resolve então fazer o backup de todos os seus sentimentos, emoções e lembranças antes que ele morra para um super computador que manteria a sua consciência viva e preservada, de acordo com um estudo antigo realizado por ele em um Chimpanzé.

450462.jpg-c_320_213_x-f_jpg-q_x-xxyxxInicialmente o backup parece mal sucedido, mas depois de um tempo, Evelyn e Max (Paul Bettany), responsável por um triângulo amoroso inexistente, percebem que a máquina respondeu aos incentivos e, depois de alguns testes de personalidade, observam que realmente se trata de Will Caster.

A partir dai as coisas começam a ficar interessantes, ou não. Evelyn é cercada pela organização anti-tecnologia e a máquina-marido a instiga a fugir e criar uma nova forma de vida em um lugar longe dali (e eu juro que não entendi de onde veio tanto dinheiro. Acho que me passou desapercebido).

transcendence-movie-The-machine-taking-over-matterPassam-se cinco anos de intensas construções e investimentos até que o sistema é revelado e pessoas da localidade com deficiências físicas como cegueira, surdez, paralisia, entre outros, eram magicamente curados de suas deformidades se, em troca disto, aceitassem viver “conectados” com o computador central. Inicia-se a esperada revolução, mas não é bem assim.

Por que não gostei? Simplesmente porque o filme não é nada do que disse ser no trailer.

willPensei que encontraria um grande filme falando sobre a revolução tecnológica, sobre inteligência artificial, e na verdade, o que encontrei foi um roteiro estranho com diálogos técnicos e extensos, uma cenografia estranha e um roteiro cansativo. Até mesmo o Depp me pareceu sem brilho e cansado com o filme, desaparecendo do roteiro logo no início do filme, só reaparecendo com sua voz e no finalzinho do longa, mudando completamente o conceito que o espectador criou de seu personagem durante todo o filme em uma reviravolta conflitante.

_MG_8668.CR2Morgan Freeman é outro que me pareceu um tanto perdido. A impressão que tive é que o roteirista juntou um monte de coisas sobre tecnologia, nanotecnologia, futurismo, inteligência artificial e outros e jogou tudo num único filme deixando atores, diretores e espectadores perdidos ao menos foi como eu me senti.

Claro que, fora essa falta de envolvimento geral, o filme em si passa alguns conceitos que podem alimentar bons e longos debates como Para quê uma máquina com consciência humana? ou Seria realmente possível fazer um backup humano de sentimentos e lembranças e depositá-los na rede com livre acesso?,  ou ainda mais Poderia o ser humano criar uma nova forma de deus? 

Esses questionamentos aparecem naturalmente com o passar do filme e é uma das únicas coisas que realmente me interessaram, essa sensação de até onde a humanidade seria capaz de chegar? Infelizmente não há um aprofundamento dessas questões porque o filme, como eu disse anteriormente, só passou essa ideia de conceitos tecnológicos e diálogos cansativos. Nem mesmo o tal triângulo amoroso é bom o suficiente para prender realmente na história, ou talvez o problema esteja comigo que, de uma forma ou de outra, esperei demais, gosto do tema e acabei me iludindo em vão.

Para finalizar, usarei a frase mais impactante do filme, dita pelo Morgan Freeman em seu personagem, Joseph Tagger: Fuja!

Mas se mesmo assim quiser dar uma olhadinha no filme, é possível encontrar online dublado e legendado, e vou deixar os dois trailers que me fizeram criar tanta expectativa que eu poderia mesmo era processar a Diamond Films por propaganda enganosa.

Trailer 01 Legendado

Trailer 02 Legendado

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