A Máscara de Atreu – Resenha

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Título: A Máscara de Atreu

Autor: A. J. Hartley

Tradução: Rosana Teles

Editora: Landscape

Nº de páginas: 344

Nota: 4/5

Um assassinato e uma valiosa coleção de artefatos micênicos roubados do Museu Nacional de Arqueologia de Atenas são descobertos pela curadora Deborah Miller, que se envolve num perigoso jogo de investigações. Depois de encontrar o corpo do fundador do museu de arqueologia de Atlanta, EUA, numa parede secreta, a curadora resolve investigar o caso paralelamente à polícia e se envolve numa caçada cheia de mistérios e descobertas estranhas.

Olá galerinha, lá venho eu novamente com mais uma resenha, porque tenho lido demais nesses últimos dias e acabo querendo compartilhar com vocês minhas experiências. 

Antes de tudo, quero falar que eu nunca, isso mesmo, nunca havia lido nenhum livro voltado para o policial/investigativo, e confesso que foi uma ótima experiência tê-lo iniciado com este livro, A Máscara de Atreu.

O enredo, ao menos para mim que não tenho nenhuma outra base como comparativo, é muito bom. Inicialmente temos um museu, artefatos micênicos, toda a mitologia grega começando a envolver os ambientes que se desenvolvem com o passar das páginas, e um mistério a ser desvendado: quem matou o Richard.

Deborah, a personagem principal, era curadora de um museu e após uma festividade inaugurativa no local, recebe ligações suspeitas de um homem perguntando se já levaram o corpo. Desesperada, ela volta para o museu e encontra o corpo de seu mentor, um senhor que ela ama como um pai, morto, esfaqueado, e em suas anotações, um nome familiar: Atreu.

A partir desse momento, Deborah se vê no meio de suspeitas, investigações, e tentativas de assassinato, e foge, desesperada, tentando proteger sua vida e tentar entender o porquê de um homem tão bom ter sido morto.

A van a seu lado acelerou e avançou, centímetro a centímetro, em direção à pista de Deborah. Ele a estava espremendo. À sua direita, a escura massa do muro cresceu subitamente. Ela estava ficando sem espaço. Em meio ao pânico crescente, Deborah tinha absoluta certeza de que se ele não se movesse e ela atingisse a parede na velocidade em que estava, a colisão a mataria.

Depois da sua fuga, as coisas ficam ainda mais intensas e ela se vê no meio de um fogo cruzado em um lugar completamente estranho. Perdida em um país desconhecido, com uma língua que não compreende, Deborah se desloca num labirinto de informações e se envolve com pessoas que não lhe passam uma veracidade em sua personalidade.

Neste meio tempo, seu consolo é o advogado de Richard, que se prontifica a orientá-la durante a sua fuga. O homem, interessante e educado, acaba gerando interesses maiores na protagonista do que o profissional, e ele é o único pilar que a liga ao lugar de onde escapou.

O problema é que a rota de fuga dela foi a pior de todas. Deborah volta a ser caçada, e desta vez, por um assassino profissional. 

A diferença no som do motor quando a moto fez a curva foi como um outro tiro. Num momento, não passava de um zumbido distante, talvez uma cigarra, ou uma máquina de cortar grama; em seguida, todas as barreiras do som desapareceram e a moto vinha rugindo atrás dela. Ela não se virou. Se ele estivesse em posição de atirar nela agora, a única coisa que podia fazer era esperar que errasse. Não tinha mais energia para atirar-se ao chão.

Então novamente ela foge, de volta para casa e a polícia a aguarda. Novas mortes acontecem, e todas se ligam entre si. Com a ajuda do seu advogado, ela avança mais que a polícia em suas suspeitas e descobre toda a ligação dos crimes e com Atreu.

As pedras mais próximas da porta estavam mais quentes e, instintivamente, Deborah afastou-se delas. Aquilo fazia sentido: o fogo se alastrava pela casa e pelo porão, mas os fundos da tumba davam para a terra. É claro que, naquele enorme forno, fazia uma diferença. Pode ser que ali demorasse um pouco mais a morrer, mas a diferença seria medida apenas em minutos.

A forma como as coisas vão se ligando com o passar das descobertas é muito boa e o autor me fez desconfiar de várias pessoas, indo de um a outro, e voltando a desconfiança que tive no primeiro momento, até que, finalmente, descobri o que realmente havia por trás da máscara de Atreu, o que me surpreendeu e eu nem imaginei.

É um livro realmente bom, aguçador, com capítulos pequenos e com uma linguagem bem clara, o que facilita a leitura e eu particularmente gosto. Sem finais totalmente felizes, mas encaminhados e com uma personagem principal que conseguiu ganhar o meu respeito ao longo das páginas.

Eu gostei, realmente, foi uma experiência nova e eu indico.

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