Cinquenta Tons de Cinza – Resenha

untitledTítulo: Cinquenta Tons de Cinza

Autor: E. L. James

Tradução: Adalgisa Campos da Silva

Editora: Intrínseca

Nº de páginas: 480

Nota: 3/5

Eu imediatamente obedeço, sentindo como se eu estivesse saindo do meu  corpo,  uma observadora  casual  dos  acontecimentos à medida  que se desenrolam em torno de mim. Isto está além de fascinante, além de erótico. É singularmente a coisa mais excitante e assustadora que eu já fiz. Eu estou confiando-me a um  homem  bonito  que,  por  sua própria admissão,  é cinquenta  sombras  ruins.  Eu  suprimo  a  excitação  breve  do  medo.

E a pedidos da nossa querida Anne A., resolvi postar as resenhas de Cinquenta Tons de Cinza em separado. Ah, que coisa estranha, não acham? Eu resolvi ler a trilogia e vou esmiuçar um a um conforme completo a leitura para dar a minha simples opinião sobre a obra.

A história de Cinquenta Tons é tão conhecida que me sinto até um pouco ressabiada de opinar sobre ela, mas admito que eu tinha pensamentos pré-moldados em relação a ele de acordo com informações que fui absorvendo conforme ele era conhecido.

E agora, depois de 480 páginas lidas do primeiro livro da trilogia, venho dizer que em praticamente nada mudei a minha opinião. Continuo achando uma história estranha, ou meia boca, como poderia dizer, onde a única coisa que realmente me permitiu certo envolvimento foi a construção do personagem Christian Grey.

Não vou falar em nada sobre a história em si porque acredito que todos conhecem, e vou dar só uma passada rápida por cima de alguns fatos.

Cinquenta Tons de Cinza foi um livro que inicialmente era uma fanfic inspirada em Crepúsculo, outro que eu pretendo ler um dia, que teve um crescimento e aceitação tão grandes que virou essa trilogia.

As principais personagens são Anastacia Steele e Christian Grey. Ela é uma jovem reservada, viciada em literatura, formanda em algo relacionado a livros, tímida e inexperiente no quesito relacionamentos que precisa cobrir a amiga jornalista em uma entrevista ao milionário bem feitor da Universidade, Christian Grey.

Ele é um personagem misterioso, jovem, rico e muito intenso, com um passado complicado que usa a dominação e o controle como uma forma de escapar de seus problemas e de seus fantasmas no passado que, se interessa em dominar a moça citada acima, logo, ele não se apaixona por ela a primeira vista, e sim se interessa em tê-la como uma submissa em seus jogos masoquistas, o que quebrou um pré-conceito que eu tinha sobre a trama porque eu sempre achei muito irreal alguém inatingível amar instantaneamente alguém tão sem atrativos.

Uma outra coisa que me deixou impressionada, para não dizer de boca aberta, foi a linguagem usada na construção do relacionamento dos dois, que varia de um extremamente culto e ponderado ao depravado com todas as letras, e isto me fez rir nos primeiros momentos porque nunca havia lido algo tão aberto em termos de linguagem, a não ser em fanfics, mas espera, era um fanfic no fim das contas.

No fim, as minhas opiniões sobre o primeiro livro são:

1 – Não entendo muito bem o que se passa na cabeça de uma pessoa em se envolver com um homem emocionalmente debilitado, porque a única coisa que tenho certeza é que o Grey é louco. Admito que ele é tudo de bom descritivamente, lindo, forte, rijo e etc, o sonho de consumo de qualquer mortal, mas a possessividade, o controle e os complexos são estranhos demais e para mim não são o suficiente para que eu confiasse em uma pessoa que faz as coisas que ele faz, não apenas sexualmente falando (sem spoiler para não atingir quem não leu os livros);

2 – A Anastacia é uma personagem, a meu ver, mal construída. Embora seja engraçada, às vezes, e tenha uma personalidade aparentemente forte, não acho que ela foi bem construída, ou pelo menos não foi capaz de me envolver;

3 – O contrato sexual indicado durante o livro é uma loucura, pelo menos pra mim. Não vou ser puritana ao ponto de dizer que algumas coisas não são aparentemente legais, mas no âmbito geral, é algo realmente difícil de se aceitar;

4 – Para quem tem com quem, muita coisa presente no livro é bem usável e, acredito eu, deve ser bem divertido de realizar;

5 – A semelhança com as fanfics NC +18 como as que eu tenho costume de ler me fizeram acreditar piamente que minhas amigas e eu, fanfiqueiras de plantão, estamos todas propensas a ter livros lançados um dia, independente da classificação indicativa;

6 – Acho completamente estranho uma pessoa se satisfazer fazendo alguém que ama sentir dor, e dor ao extremo, porque do meio para o fim do livro é claro que eles se amam;

7 – Acho completamente estranho uma pessoa se satisfazer ao sentir dor provocada pela pessoa que ama. Algumas coisas até passam, mas a maioria é inadmissível para mim. Desculpe, não entendo.

Lerei a sequência porque estou realmente instigada em desvendar o segredo do Sr. Grey. Ele me gerou muita curiosidade. Talvez mude de opinião depois em relação aos livros, mas por enquanto, esta é a minha posição quanto a Cinquenta Tons de Cinza, e agora posso bater no peito e afirmar que falo com conhecimento de causa.

O primeiro filme da trilogia tem data de estreia marcada para Fevereiro de 2015 e eu vou ver pra poder avaliar e, talvez, resenhar aqui o que achei.

Você também pode ouvir mais no mini podcast sobre as primeiras trinta páginas do livro aqui!

Vou deixar vocês com o trailer, que eu acho que todo mundo também já viu, mas achei que cabia colocar aqui no post.

Por enquanto é só. Beijocas e até depois!

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