Cinquenta Tons de Liberdade – Resenha

untitledTítulo: Cinquenta Tons de Liberdade

Autor: E. L. James

Tradução: Adalgisa Campos da Silva

Editora: Intrínseca

Nº de páginas: 544

Nota: 1/5

“Você fez meu mundo virar de cabeça pra baixo” – Ele fecha os olhos e quando os abre novamente, vejo que estão tomados pela emoção – “Meu mundo era organizado,calmo e controlado. Aí você entrou na minha vida, com essa sua boca afiada, a sua inocência, a sua beleza e a sua coragem discreta… E todo o resto, tudo antes de você, simplesmente ficou bobo, vazio, medíocre… Nada! Eu me apaixonei” – sussurra ele.”

Aqui estou eu novamente, agora para finalizar a minha opinião sobre a Trilogia Cinquenta Tons. Como sabem, eu já resenhei Cinquenta Tons de Cinza e Cinquenta Tons Mais Escuros e, finalmente, trago aqui a minha ideia final sobre o contexto e sobre Cinquenta Tons de Liberdade de uma forma mais ampla.

Falarei inicialmente sobre o livro em si e peço desculpas aos fãs pela nota que dei a este. Eu realmente não gostei deste último livro e não poderia ser falsa ou mentirosa com vocês, então não teria como ter dado uma nota maior a ele, mas não se preocupem, vou explanar um pouco do porquê não gostei.

Antes de mais nada, já estava cansada de tanto sexo e isto foi o fator principal de eu não ter dado uma nota melhor. Sei que o livro é para maiores e que a temática do mesmo é esta, mas eu já estava saturada de tudo isto e eu confesso que por vezes eu adiantei capítulos por causa disto.

Deixo claro que não tenho problemas com sexualidade ou coisas do tipo, só cansei de ler sobre mesmo.

Também não gostei muito da previsibilidade dos fatos ocorridos durante o terceiro livro. Acho que 80% das coisas “interessantes” que aconteceram eu já sabia que aconteceriam desde o livro anterior, o dos Tons Mais Escuros, e ele não me segurou em nada durante a leitura. Foi massante, cansativo, enfadonho e eu li obrigada porque me obriguei a ler, porque vocês sabem, eu gosto de saber do que se trata antes de criticar, e agora posso falar sobre com conhecimento de causa.

No geral, tudo foi extremamente repetitivo, fiquei muito agoniada com as narrações da Ana, contando que não sou fã de narrativas em primeira pessoa, as dela chegavam a ser torturantes porque eu já sabia o que ela ia falar, o que pensava… Algo comum e, mais uma vez eu digo, repetitivo.

Claro que a autora ainda deixou algumas poucas coisas sobre o Sr. Grey para revelarem neste livro, mas nada realmente comovente. No geral, extenso, cansativo, repetitivo, sem graça, detestei. Não consegui me envolver, muito menos que o segundo.

O mais legal desde terceiro livro são os extras que mostra a visão do Christian quando conhece a Anastasia durante a tal entrevista da faculdade. Eu achei uma boa jogada e bem interessante da parte da autora. No demais, tudo igual.

tril50tonsAgora eu vou falar do contexto geral englobando os três livros, e por aqui é possível que você encontre algum (ou muito) spoiler, portanto, se não leu e pretende ler, ou se não gosta de saber coisas específicas de livros, NÃO LEIA.

Com conhecimento de causa, agora posso abrir a boca e falar mal à vontade desta trilogia. Não é o tipo de leitura que mais me agrade, mesmo que eu tenha algumas fanfics escritas com este tema, mas esta eu posso falar que é cansativa e irritante pra dedeu.

Começa que a história é um tanto irreal. Claro que pode ser que em algum lugar desde universo exista um cara extremamente rico que se interessa por uma estudante universitária sem nenhum atrativo, sendo que ele pode ter a mulher que bem quiser, e vai atrás dela como um cachorro no cio e não para até que a dita mulher aceite ser sua submissa em jogos masoquistas que satisfarão os dois em prol da dominação. Sim, isto é possível, não sei bem em qual universo paralelo, mas não nego que poderia acontecer.

Okay, até ai, tudo bem. Anastasia é uma garota chata e sem graça, pelo menos no meu ponto de vista e o Grey, um metido que acha que virgindade é uma praga.

Claro que é totalmente compreensível o seu desejo por dominação feminina depois que você lê o livro e vê quantos distúrbios emocionais o cara carrega nas costas, mas o que mais me assusta é o fato de que várias mulheres, segundo a autora, aceitaram aquele mesmo contrato de submissão a um homem desconhecido que poderia fazer com elas o que bem entendesse, desde amarrá-las, sufocá-las, fazê-las sentir dor ao seu bel prazer e outras coisas que não vou comentar.

Okay, eu admito que entre quatro paredes pode rolar de tudo entre um casal de que ama e se respeita, ou mesmo que queiram apenas ter prazer, mas levar isto ao ponto de um contrato entre partes e deixar a contratada obrigada a fazer o que o contratante bem quiser e quando quiser sem um direito de escolha é bem estranho mesmo que se possa revogar o contrato a qualquer momento.

Outra coisa que me surpreende é o número de pessoas que leem esta coleção e que desejam abertamente um Sr. Grey para si. De todo o meu coração e com muito amor em minhas palavras, eu juro que não entendo estas pessoas porque eu li e admito: o cara é lindo, charmoso, um amante irreparável, mas ele é louco. Tem um distúrbio psicológico grande, maníaco por controle e extremamente possessivo. A menos que você goste muito de ser controlado, não compreendo como uma pessoa deseja um cara desses para si porque eu não desejo não, de todo o meu coração, a não ser que viesse pra mim só o Sr. Grey rico e que faz amor, porque o outro, o dominador possessivo que se satisfaz com a dor alheia em nenhum pouco me interessa.

Depois, de muita discussão sobre o tal contrato e de o cara acabar com o “problema” da Ana, finalmente vemos o que o livro promete: sexo, sexo, sexo e sexo. Me admira de onde esta criatura que escreveu estes livros teve tanta criatividade para tal, porque eu, como leitora e escritora em ascensão nas horas vagas não tenho essa criatividade toda sobre um mesmo tema não.

Minha maior decepção foi com o casamento dos dois. Caramba! Como você se casa com pouco mais de dois meses de relacionamento? E isto se eu contei certo, porque acho que foi um mês mesmo. O cara vai atrás dela, desvirgina a menina, passa a persegui-la como se ela fosse propriedade dele e em dois meses, eu acho, já estão casados, e ela nem mesmo o conhece, porque ele tem a ficha da vida dela desde o nascimento, porque ele é um louco controlador e obcecado e isto é irreal, ao menos pra mim.

Para mim, o Tons de Cinza é o melhor, sem dúvidas. Me prendeu bastante em alguns pontos e me deixou curiosa sobre a vida do Sr. Grey, já que ele tem muitos mistérios e eu parti para o Tons Mais Escuros cheia de curiosidades que foram supridas, mas não do jeito que eu esperei que fossem. O Tons de Liberdade é cansativo e massante. Nunca pulei partes de um livro, mas com este eu fiz porque eu não aguentava mais a narrativa dele, a mesmice e a falta de conteúdo.

Se quiser ler algo bem cheio de sexualidade, esta é uma boa opção. Se gosta de livros com narrativas elaboradas, mistérios a serem descobertos e etc., não leia porque você vai se arrepender.

Num geral, de 1 a 5, para a trilogia, eu dou nota 2.

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